Conheça a eletroacupuntura, o tratamento tido como a reinvenção da acupuntura

A lista de males que podem ser tratados por eletroacupuntura é enorme. De acordo com a Associação Médica Brasileira de Acupuntura (Amba) esta prática tem trazido resultados satisfatórios no combate ao estresse, ansiedade, depressão, insônia e dependências químicas, enxaqueca, TPM e alterações menstruais ou hormonais, problemas respiratórios, reumáticos e imunológicos, impotência, traumas em geral. Isso apenas para citar alguns.

Mas como é este tratamento que inovou a milenar terapia da acupuntura?

Médica anestesiologista especialista em acupuntura da Clínica Libertà Saúde, dra. Márcia Santana Morel explica que a diferença está na presença do estímulo elétrico. É ele quem potencializa os efeitos positivos da acupuntura tradicional e os torna mais precisos. “Os pontos são os mesmos, as agulhas também as mesmas, mas para o tratamento de eletroacupuntura estas agulhas estão conectadas a um aparelho através do qual passa uma corrente eletro-pulsátil e é feito o estimulo”. É essa corrente que torna a intensidade dos resultados maior, levando a efeitos que podem ser sentidos de forma mais rápida e por um tempo mais prolongado.


Pacientes que não responderam à acupuntura tradicional, por exemplo, podem ter respostas satisfatórias através da eletroacupuntura. Isso ocorre porque a eletroestimulação faz com que as substâncias químicas analgésicas e relaxantes liberadas durante a ativação dos pontos pelas agulhas circulem pelo corpo com maior rapidez. Por isso que as melhores respostas são vistas no tratamento de dores, tanto as agudas, quanto as crônicas. “Dentro dos ambulatórios a maior queixa é de dor e já se sabe que com eletroacupuntura são obtidas as melhores respostas e de maneira mais rápida. Às vezes logo após o fim da sessão”, acrescentou a anestesiologista.


Mas, para evitar concorrências ou comparações baseadas em modismos apenas, a dra. Márcia esclarece que não existe um tratamento “superior” a outro. “O que existe são doenças que podem ser muito bem tratadas pela acupuntura tradicional e outras doenças que são melhor tratadas com a eletroacupuntura. Tanto que diversas vezes a gente começa com a acupuntura tradicional e pouco depois sugere ao paciente que mude e, então, acrescentamos o estímulo elétrico para potencializar o tratamento desejado”. Por isso cada caso precisa ser avaliado por profissionais especializados.


Alternativas ao medo

É comum pacientes evitarem a acupuntura por medo de agulhas ou os pais não tratarem os filhos com este tipo de terapia uma vez que requer das crianças a necessidade de ficar longos períodos sem se mexerem. Em ambos os casos, a eletroacupuntura pode surgir como uma opção interessante. “É possível, com o mesmo aparelho usado para a eletroacupuntura, colocar os eletrodos nos pontos-chave e gerar o mesmo estímulo que seria gerado se ali estivessem agulhas. Óbvio que com o uso da agulha ele vai bem mais certeiro para o local onde quer fazer o tratamento, porém, esta solução permite com que adultos com receio a agulhas ou crianças também possam se beneficiar do tratamento”, disse a dra. Márcia. 

Responsável técnica: Dra. Rebeca G. de Lacerda Vasconcelos CRM 18290 DF